Secretário do Tesouro americano pede FMI mais forte contra 'políticas que geram distorções'
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu nesta quarta-feira uma ação maior do Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater as políticas que afetam a concorrência, um comentário que pareceu dirigido à China.
"Autoridades políticas de todo o mundo mantêm discussões difíceis sobre como sustentar sistemas baseados no mercado em meio a políticas que geram distorções de algumas economias, que afetam a concorrência e prejudicam o emprego", disse Bessent.
O secretário ressaltou que o FMI foi fundado para evitar esse tipo de política e seus efeitos de contágio negativos. "Deve fazer sua voz ser ouvida sobre essa questão crítica, ou corre o risco de ficar relegado", acrescentou Bessent, sobre a organização.
O secretário fez o apelo em uma declaração preparada para o Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial e o Comitê Monetário e Financeiro Internacional do FMI. O Banco e o Fundo realizam suas reuniões anuais nesta semana, na Tailândia, para as quais o secretário enviou seu adjunto.
Embora os comentários de Bessent não mencionem especificamente a China, a segunda maior economia do mundo é alvo de críticas segundo as quais suas políticas provocam uma dependência excessiva das exportações para o crescimento. Os críticos argumentam que o excesso de capacidade industrial e de produção da China reduz os preços de forma injusta.
O chefe do Tesouro também pediu ao Banco Mundial que se concentre em setores críticos para o desenvolvimento e a industrialização, "entre eles, em primeiro lugar, uma energia confiável e acessível", e disse que o Banco Mundial deveria retirar formalmente suas restrições ao financiamento de projetos de extração de petróleo e gás.
D.Fischer--FFMTZ