Frankfurter Tageszeitung - Protestos estudantis retornam às ruas na França

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Protestos estudantis retornam às ruas na França
Protestos estudantis retornam às ruas na França / foto: Sameer AL-DOUMY - AFP

Protestos estudantis retornam às ruas na França

Os estudantes de ensino médio voltaram às ruas da França nesta terça-feira (13), com apoio da ativista sueca Greta Thunberg, ao considerarem que receberam apenas "migalhas" do governo em resposta às suas reivindicações por melhores condições na educação.

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Após bloqueios no início da manhã, milhares de pessoas, principalmente estudantes do ensino médio, universitários e professores, começaram a se manifestar em várias cidades francesas, com o apoio de sindicatos, constataram jornalistas da AFP.

"Somos muitos na França que continuamos motivados", afirmou Mariolino, de 16 anos, em Nantes, onde a marcha era liderada por uma faixa com o slogan: "Escolas sem dinheiro, país sem futuro".

Em Paris, a marcha deve seguir até o Palácio dos Inválidos, perto do gabinete do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, e do Ministério da Educação.

As autoridades esperam entre 130.000 e 200.000 manifestantes em todo o país. Há uma semana, foram entre 266.000 e 450.000, em um dos maiores protestos estudantis desde os de maio de 1968.

Segundo a União Estudantil, sindicato de universitários que apoia os alunos do ensino médio, cerca de 90% das quase 70 universidades francesas estavam "bloqueadas" ou "fechadas" nesta terça-feira.

Quanto às escolas de ensino médio, o ministro da Educação, Édouard Geffray, indicou uma "redução" do número de centros fechados preventivamente em comparação às semanas anteriores: cerca de 200 dos 3.700 no país.

- Thunberg "orgulhosa" -

Em um dos centros da mobilização, a escola de ensino médio Paul Éluard de Saint-Denis, ao norte de Paris, os estudantes contaram com o apoio de Greta Thunberg, que afirmou estar "enormemente orgulhosa dos estudantes franceses".

"Estão roubando o nosso futuro e, como pudemos constatar aqui, as escolas não recebem os investimentos de que precisam. Isso envia uma mensagem aos jovens: 'Na nossa sociedade, vocês não são uma prioridade'", afirmou.

A maioria dos manifestantes têm entre 15 e 18 anos e suas reivindicações são variadas: a falta de professores substitutos, jornadas de aula de até dez horas por dia, salas deterioradas e inadequadas às mudanças climáticas e um sistema de acesso à universidade visto como pouco transparente.

No fim da semana passada, o ministro da Educação anunciou a rápida contratação de 3.000 professores substitutos, o que é considerado insuficiente pelas organizações estudantis, que reivindicam um plano de 10 bilhões de euros (56 bilhões de reais) para as instituições de ensino médio.

A menos de sete meses da eleição presidencial para escolher o sucessor de Emmanuel Macron, em que a ultradireitista Marine Le Pen lidera as pesquisas, os protestos estudantis e a resposta policial dominam o debate político.

O primeiro-ministro anunciou que apresentará emendas para retomar "algumas das propostas formuladas" pelos estudantes em uma consulta on-line, que na sua maioria apontam os horários sobrecarregados e os problemas de infraestrutura.

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U.Hartmann--FFMTZ