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Plano dos EUA para Gaza avança para 2ª fase com acordo sobre comitê palestino de admnistração
Plano dos EUA para Gaza avança para 2ª fase com acordo sobre comitê palestino de admnistração / foto: Omar al Qattaa - AFP

Plano dos EUA para Gaza avança para 2ª fase com acordo sobre comitê palestino de admnistração

O plano impulsionado pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra em Gaza avançou para a segunda fase, após alcançar um acordo para formar o comitê palestino que administrará o território durante a transição, afirmou nesta quarta-feira (14) o enviado americano Steve Witkoff.

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O governo egípcio anunciou nesta quarta-feira que foi alcançado um "consenso" entre todas as partes sobre os 15 membros que integrarão o comitê tecnocrático palestino encarregado de administrar a Faixa de Gaza no âmbito do plano promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O enviado Witkoff afirmou na rede X que a segunda fase da proposta de Trump, composta por um total de 20 pontos, avança de "um cessar-fogo para uma desmilitarização e uma administração tecnocrática e de reconstrução".

O programa de 20 pontos apresentado em outubro pelo republicano, após dois anos de guerra, prevê que esse comitê de transição governe o território palestino sob a supervisão de um Conselho de Paz, presidido pelo próprio presidente dos Estados Unidos.

Após o anúncio do governo egípcio, a maioria dos movimentos palestinos, entre eles o Hamas, e a presidência palestina declararam rapidamente seu apoio ao comitê.

Essa instância será liderada por Ali Shaath, ex-subsecretário da Autoridade Palestina, informaram em comunicado conjunto Egito, Turquia e Catar, mediadores do processo.

Os países mediadores não revelaram os demais membros do comitê, mas classificaram a formação do órgão como "um avanço importante que contribui para os esforços de consolidar a estabilidade e melhorar as condições humanitárias" no território palestino, devastado pela guerra.

Além disso, afirmaram esperar que isso "abra o caminho para a implementação" da segunda fase do acordo de cessar-fogo.

O movimento islamista Hamas e a Jihad Islâmica, entre outros, afirmaram em comunicado que concordaram em "apoiar os esforços dos mediadores para formar o Comitê Nacional de Transição Palestino, ao mesmo tempo em que se proporciona o ambiente adequado" para que ele inicie seus trabalhos.

A presidência palestina, com sede em Ramallah, na Cisjordânia, também anunciou seu apoio nos meios de comunicação oficiais.

Uma fonte do gabinete do governo palestino declarou à AFP que o comunicado "reflete a posição do movimento Fatah", já que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, é também o líder desse grupo.

— Questões pendentes —

As negociações no Cairo tiveram como objetivo a formação do comitê e o estabelecimento de seus mecanismos de funcionamento, declarou anteriormente um alto dirigente do Hamas, que falou com a AFP sob condição de anonimato.

O movimento islamista Hamas, que governa Gaza desde 2007, sustenta que não busca nenhum papel no organismo que se encarregará da gestão desse território palestino e garante que se limitará a supervisionar o comitê para assegurar a estabilidade na Faixa e facilitar a reconstrução.

Essas conversas também abordaram a retirada das forças israelenses de Gaza, a reabertura da passagem fronteiriça de Rafah, no sul do território palestino; a entrada de ajuda humanitária que aguarda na fronteira com o Egito e a preparação da segunda fase do plano, assegurou o alto dirigente do Hamas.

Israel afirma que não iniciará as conversas sobre essa segunda fase enquanto não lhe for entregue o corpo do último refém que permanece em Gaza, Ran Gvili.

Em Israel, o Fórum de Familiares de Reféns e Desaparecidos, juntamente com a família de Gvili, pediu em comunicado ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que "cumpra seu compromisso" de não avançar para a segunda fase até o retorno do refém.

Netanyahu declarou que conversou com os pais de Gvili e lhes assegurou que "o avanço sobre o comitê tecnocrático não afetará os esforços para o retorno de Ran".

O alto dirigente do Hamas Taher al Nunu declarou à AFP que o movimento recebe com satisfação o anúncio de Witkoff e acrescentou que as diferentes facções "farão todo o possível para garantir o sucesso do trabalho do comitê".

Essa fase do plano para Gaza estipula o desarmamento do Hamas, uma condição que o movimento islamista rejeita.

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Z.Paulsen--FFMTZ