Frankfurter Tageszeitung - Chega ao fim erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, após evacuação em massa

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Chega ao fim erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, após evacuação em massa
Chega ao fim erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, após evacuação em massa / foto: Johan ORDONEZ - AFP

Chega ao fim erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, após evacuação em massa

A erupção do Vulcão de Fogo, na Guatemala, que levou à evacuação de mais de 1.700 pessoas de comunidades situadas em suas encostas, chegou ao fim nesta quarta-feira (5), informaram especialistas e autoridades.

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O vulcão mais ativo da América Central, localizado a 35 km da capital guatemalteca, iniciou um processo eruptivo na madrugada de segunda-feira, que se intensificou durante a noite com a expulsão de lava e grandes colunas de gases e cinzas.

"Após acumular 50 horas desde seu início (...), a erupção terminou", informou o Instituto Nacional de Vulcanologia em seu boletim mais recente.

Mas a entidade estatal advertiu que ainda persistem ameaças, como avalanches de material vulcânico descendo pela montanha e a dispersão de cinzas, portanto, recomendou precauções para o tráfego aéreo.

Por sua vez, a diretora da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres, Claudinne Ogaldes, declarou em coletiva de imprensa que, diante da "visível diminuição" da atividade, o retorno dos moradores às suas comunidades já era "seguro".

Várias famílias que permaneciam em abrigos já haviam voltado para suas casas de forma voluntária antes dos anúncios oficiais, de acordo com a Defesa Civil.

Da cidade de Escuintla, para onde foram transferidos moradores de aldeias localizadas nas encostas do maciço, um jornalista da AFP observou leves emissões de gases e cinzas.

As autoridades, que decretaram alerta máximo na terça-feira em três departamentos próximos ao vulcão, não registraram até o momento vítimas nem danos estruturais.

Com 3.763 metros de altitude, o Vulcão de Fogo é um dos três vulcões ativos da Guatemala, ao lado do Pacaya, no sul do país, e do Santiaguito, no oeste.

- "Convivemos com o vulcão" -

Alguns moradores da região encaram esses fenômenos quase com naturalidade, embora outros não escondam o medo após a tragédia de 3 de junho de 2018, quando uma avalanche provocada por uma erupção destruiu uma comunidade, deixando 215 mortos e número semelhante de desaparecidos.

"Para nós já virou rotina o vulcão entrar em atividade e depois se acalmar", disse à AFP nesta quarta Bernabé Marroquín, enquanto trabalhava em suas plantações nas encostas orientais do vulcão, no município de San Juan Alotenango.

"Convivemos com o vulcão, sabemos quando ele está bravo e quando está tranquilo", acrescentou o agricultor de 61 anos, agradecido porque sua casa nunca foi atingida pelas erupções.

Já Isabel Pérez, de 69 anos, moradora do povoado El Porvenir e que estava abrigada em Alotenango, reconheceu seu temor de viver ao pé do vulcão e pediu às autoridades que facilitem a mudança de sua família para um local seguro. "Quando é que vamos ficar livres? (...) Dá medo", lamentou.

As fases eruptivas mais recentes do Vulcão de Fogo ocorreram em fevereiro deste ano e em junho de 2025, o que levou à remoção de cerca de 800 pessoas.

R.Braun--FFMTZ